Toda semana aparece um alisante novo prometendo mais liso, mais rápido e mais barato. E toda semana alguém aplica sem saber o que tem dentro.
Você é quem aplica. A responsabilidade pelo resultado é sua, não do vendedor, não do fabricante, não da influenciadora que fez o vídeo.
Este guia é sobre como avaliar qualquer produto, e não sobre marca A ou marca B. Marca muda, fórmula muda, fabricante muda de dono. O critério não muda.
Os 4 filtros, nesta ordem
1. Está regularizado? Se o produto não aparece na consulta pública da ANVISA, a conversa acaba aqui. É o filtro mais rápido e o mais decisivo. Veja como consultar o registro.
2. O rótulo diz o que tem dentro? Lista de ingredientes completa, fabricante identificável, CNPJ, lote e validade. Rótulo incompleto é produto que você não sabe o que é.
3. O ativo é autorizado para alisar? A ANVISA tem uma lista fechada de substâncias autorizadas para alisamento. Formol não está nela. Veja formol: o que a lei permite.
4. Você testou antes de usar em cliente? Produto novo se testa em mecha, nunca estreando na cabeça de quem está pagando.
O que não é critério
| Não decide nada | Por quê |
|---|---|
| "Todo mundo usa" | Prática comum não é respaldo técnico |
| Vídeo de resultado | Você não sabe qual era o cabelo antes |
| Preço mais barato | Costuma sair caro no cabelo quebrado |
| "É importado" | Importado também precisa ser regularizado no Brasil |
| Indicação do vendedor | Ele ganha por venda, não por resultado |
| Cheiro agradável | Fragrância é formulação de perfume, não de segurança |
A pergunta que a cliente faz
"Esse produto é bom?"
A resposta honesta não é sim nem não. É: "bom para qual cabelo?" Não existe alisante bom em absoluto. Existe produto adequado para determinado tipo de fio, em determinado estado, com determinado histórico.
É por isso que o diagnóstico vem antes da escolha do produto, e não o contrário.
⚠️ Este bloco trata de critérios de avaliação, não de recomendação de marca. Regras da ANVISA mudam: confira sempre na fonte oficial antes de decidir.