Saúde capilar e couro cabeludo

Ficha de anamnese de terapia capilar: o que precisa ter

DR
Por David Rocha · 26/08/2026 · 3 min de leitura
Prancheta com ficha impressa em branco ao lado de aparelho de análise capilar
Prancheta com ficha impressa em branco ao lado de aparelho de análise capilar
A ficha de terapia capilar tem seis blocos: identificação, histórico de saúde, histórico capilar, avaliação do couro cabeludo, sinais de alerta com registro de encaminhamento e plano de sessões. É diferente da ficha de química: aqui o foco é couro cabeludo e queda, não histórico de alisamento.

Ficha de anamnese capilar comum não serve para terapia capilar. A de química investiga o que foi aplicado no fio. A de terapia investiga o que está acontecendo no couro e no organismo — e é aí que aparecem os sinais que mandam encaminhar.

Os 6 blocos

1. Identificação

Nome, contato, data, profissional responsável. E o campo que muda tudo no acompanhamento: número da sessão. Terapia capilar é protocolo com várias sessões, e sem numeração ninguém sabe onde está.

2. Histórico de saúde

O bloco que a ficha de química não tem e que aqui é o mais importante:

⚠️ Você coleta, não interpreta. Esse levantamento existe para dois fins: identificar sinal de alerta e chegar organizada ao encaminhamento.

3. Histórico capilar

4. Avaliação do couro cabeludo

Aqui quem responde é você:

Item O que registrar
Oleosidade Baixa, normal, alta
Descamação Ausente, leve, moderada, intensa
Sensibilidade Ausente, presente
Vermelhidão Ausente, localizada, difusa
Densidade aparente Uniforme, rarefação difusa, rarefação localizada
Risca Normal, alargada
Aspecto da haste Íntegra, quebradiça, afinada

5. Sinais de alerta e encaminhamento ⭐

É o bloco que protege você. Uma lista de marcar:

E logo abaixo:

Cliente orientada a procurar avaliação médica em ____/____/____
Assinatura da cliente: ______________________

Marcou qualquer caixa, encaminhe e registre. Sem esse registro, se o quadro piorar, a versão que sobra é a dela.

6. Plano de sessões

Número previsto, intervalo, o que será feito em cada uma, e um campo de evolução por sessão.

Terapia capilar sem registro de evolução é impossível de avaliar: em 3 meses ninguém lembra como estava no começo.

Foto: o registro que convence

Foto padronizada em toda sessão, sempre do mesmo jeito:

Ciclo capilar é lento e o olho não percebe melhora gradual. A foto percebe — e é o que segura a cliente no protocolo até o resultado aparecer.

Peça autorização por escrito para fotografar e para usar em divulgação, se for o caso. São duas autorizações diferentes.

Perguntas frequentes

Posso usar a mesma ficha da química?

Não. A de química investiga o que foi aplicado no fio; a de terapia investiga couro cabeludo, queda e histórico de saúde. Use as duas quando a cliente fizer os dois serviços.

Preciso perguntar sobre medicamento?

Sim, para registrar. Mas nunca oriente parar ou trocar nada: isso é competência médica.

E se a cliente não quiser responder sobre saúde?

Registre a recusa. Você pode seguir com o que for claramente cosmético, mas com um protocolo mais conservador e sem assumir a área com sinal de alerta.

Quanto tempo guardar as fichas?

Pelo menos 5 anos, como qualquer registro de atendimento. Com as fotos junto.

A ficha substitui o encaminhamento médico?

Não. Ela registra que o encaminhamento foi feito. São coisas diferentes e as duas importam.


⚠️ Conteúdo de conduta profissional em salão de beleza. A coleta de histórico de saúde tem finalidade de triagem e encaminhamento, não de diagnóstico.

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DR

David Rocha

Fundador da Faculdade da Beleza

Mais de 35 mil profissionais formadas em 12 anos de escola. Escreve sobre o que aparece de verdade na mesa de suporte: o erro que quebrou o cabelo e o que teria evitado.